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Defensoria Pública do Estado apura abordagem que resultou na prisão de entregador negro, em Porto Alegre

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A Defensoria também irá propor à Brigada Militar um curso de capacitação em relações raciais.
A Defensoria também irá propor à Brigada Militar um curso de capacitação em relações raciais. - Foto: Ascom - DPE/RS
Por Felipe Daroit - Ascom DPE/RS

Porto Alegre (RS) – A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (DPE/RS), por meio do Núcleo de Defesa da Igualdade Étnico-Racial (NUDIER) e do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (NUDDH) está apurando o caso envolvendo a prisão de um entregador negro que foi preso pela Brigada Militar.

A Instituição já expediu ofício solicitando informações sobre a abordagem feita pela Brigada Militar. Além disso, os defensores irão se reunir com o homem nesta segunda-feira (19). A Defensoria também irá propor à Brigada Militar um curso de capacitação em relações raciais.

O caso

O caso aconteceu no sábado (17), no bairro Rio Branco, em Porto Alegre. Imagens gravadas por testemunhas mostram dois homens discutindo. Segundo testemunhas, o homem branco deu uma facada no homem negro, e a Brigada Militar (BM) foi chamada.

Em seguida, as imagens mostram o momento em que o homem negro, um motoboy, está ferido, é algemado e colocado no porta-malas da viatura pelos PMs. O homem branco, que se disse agredido pelo motoboy, assiste à cena enquanto conversa com duas policiais.

O homem branco entra em um prédio e volta vestindo uma camiseta. Ele também é algemado e colocado no banco traseiro de outra viatura. Os dois foram levados para uma delegacia e liberados depois.

O Comando da BM abriu sindicância para investigar o episódio. Nas redes sociais, o governador Eduardo Leite se manifestou: "Sobre a prisão de um homem negro que seria vítima de tentativa de homicídio em POA, determinamos via Corregedoria da Brigada Militar a abertura de sindicância para ouvir imediatamente testemunhas e apurar as circunstâncias da ocorrência, com a mais absoluta celeridade. Renovo minha absoluta confiança na Brigada Militar e nos homens e mulheres que compõem nossas forças de segurança. Inclusive, em respeito aos dedicados profissionais que as integram, é que a apuração da conduta será célere e rigorosa."

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